Lavanderia industrial terceirizada não tem um único modelo de cobrança. O contrato com cada cliente — hotel, indústria de alimentos, mineradora, facility services, refeitório — depende de volume, perfil do enxoval, previsibilidade do pedido e maturidade do cliente. Os três modelos que aparecem na prática:
- Por kg processado (volume)
- Por peça (unidade)
- Valor fixo mensal (assinatura)
Cada um tem estrutura de margem, risco e operação diferente. Esse artigo cobre quando usar cada um, e como combinar mais de um no mesmo cliente.
Modelo 1: cobrança por kg
A operação pesa o que entra na área suja, pesa o que sai da área limpa, e cobra por kg processado (geralmente pelo peso limpo).
Quando usar:
- Cliente com volume previsível e alto (>20 ton/mês) — indústria de alimentos, hotelaria de médio/grande porte, frigorífico
- Enxoval homogêneo (toalha, lençol de hotel, pano industrial — não muda muito por peça)
- Cliente que aceita variação mensal pequena
Estrutura típica:
- Preço por kg + tabela de sujidade contratada (ex: 10%)
- Tolerância regulatória ±30% validada por coleta
- Faturamento mensal por volume acumulado
Risco:
- Disputa de peso entre lavanderia e cliente. Roupa industrial pode chegar com gordura, resíduo químico, umidade, água residual — a sujidade real varia. Sem registro digital de ambas as pesagens (área suja + área limpa), o cliente questiona e a lavanderia cede 5-15% de receita silenciosamente.
- Sem pesagem dupla com timestamp, o modelo por kg perde dinheiro mensalmente.
Como o Cleanifly resolve: pesagem em área suja e limpa registradas com operador e timestamp. Sujidade real calculada e comparada com contratada. Quando o cliente contesta, a resposta é a tela — não a discussão.
Modelo 2: cobrança por peça
Cobrança por unidade de roupa processada, geralmente com tabela de preço variando por tipo de peça (uniforme de produção vs macacão NR vs jaleco vs kit de cozinha).
Quando usar:
- Enxoval heterogêneo com peças de valor diferente — esse é o uso típico em lavanderia industrial
- Cliente com uniformes ou EPIs rastreados por colaborador (mineradora, mecânica pesada, eletricista NR-10, indústria química)
- Lavanderia hoteleira com peças de hóspede mistas (lençol, roupão, toalha de banho, toalha de mesa)
- Quando o cliente quer custo previsível por item processado
Estrutura típica:
- Tabela de preço por tipo de peça, versionada por data
- Contagem na coleta (ou na conferência) registrada
- Faturamento por quantidade × preço
Risco:
- Tabela de preço desatualizada gera divergência de fatura
- Mudança de preço no meio do mês pode reescrever fatura passada se o sistema não versiona corretamente
Como o Cleanifly resolve: tabela de preço versionada por data — quando muda o preço de uma peça hoje, a fatura do mês passado continua com o preço antigo. Histórico imutável. Coleta registrada no momento, sem retrabalho.
Modelo 3: valor fixo mensal
Cobrança fixa por mês, com volume máximo contratado. Acima do volume, há tabela adicional ou negociação.
Quando usar:
- Hotel pequeno/médio com volume estável e bem conhecido
- Cliente industrial de pequeno porte com previsibilidade total (oficina, escritório com uniformes, restaurante chain)
- Lavanderia interna de rede hoteleira ou facility services cobrando unidades
- Cliente premium que quer previsibilidade orçamentária total
Estrutura típica:
- Mensalidade fixa
- Cap de volume (ex: até 5 ton/mês ou 8.000 peças/mês)
- Cláusula de overage acima do cap
- Reajuste anual
Risco:
- Volume real ultrapassa o cap e a lavanderia processa sem cobrar diferença
- Cliente reduz volume mas continua pagando fixo (relação fica tensa)
- Sem dashboard real de consumo vs cap, problema só aparece no final do ano
Como o Cleanifly resolve: dashboard operacional mostra volume coletado vs cap contratado em tempo real. Alerta antes de ultrapassar. Decisão comercial (cobrar overage ou renegociar) acontece em tempo, não no fechamento anual.
Combinando modelos no mesmo cliente
Lavanderias maduras frequentemente combinam dois modelos no mesmo contrato. Exemplo prático em conta industrial:
- Uniforme de produção padrão cobrado por kg (alto volume, baixo valor unitário)
- EPI rastreado por colaborador (macacão NR, calça especial, jaleco técnico) cobrado por peça (baixo volume, alto valor unitário, ciclo de vida controlado)
- Coletas extras programadas com adicional fixo por chamada
Esse modelo híbrido é difícil em planilha. Em sistema é configuração — três contratos paralelos com o mesmo cliente, somados na fatura.
Como o Cleanifly trata os três
Os três modelos rodam no mesmo sistema, no mesmo cliente, simultaneamente:
- Contratos e faturamento: kg + peças + valor fixo configuráveis por cliente. Tabela versionada por data. Mudança de preço hoje não reescreve fatura passada.
- Múltiplas faturas por mês: alguns clientes fecham quinzenalmente, outros mensalmente. Sistema gera múltiplas faturas no mesmo período.
- Export em PDF e XLSX: cada fatura sai dos dados de pesagem e contrato, sem digitação manual.
- Histórico recuperável: fatura de seis meses atrás recuperável por busca, com os preços e parâmetros vigentes naquela data.
Próximo passo
Se o seu sistema atual força um único modelo de cobrança e você está perdendo flexibilidade comercial, agende uma demonstração. Mostramos como configurar os três modelos no mesmo cliente, em 30 minutos, com os contratos que você atende hoje.
Para aprofundar, veja:
- Comparativo: caderno × planilha × Cleanifly — oito situações concretas
- Página de Produto — visão geral dos módulos
- Página de Planos — como o investimento é estruturado